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MC5: Arrebentando Tudo
Paulo Fernandes

PUNK NA DÉCADA DE 60?
Pois é! Dentre tantos títulos e adjetivos atribuídos ao grupo de Detroit (A Cidade do Automóvel), Motor City Five ou simplesmente MC5, está o de precursor do punk. Isto se deve à alta combustão da mistura de rock agressivo e política que eles faziam e que seria a tônica de muitas bandas de punk do final da década de 1970, entre elas o Clash.
DE BANDA DE ESCOLA À MILITÂNCIA POLÍTICA
Formado em 1964, com Rob Tyner (vocais), Fred "Sonic" Smith (guitarra), Wayne Kramer (guitarra), Pat Burrows (baixo) e Bob Gaspar (bateria), começou animando festas e apresentações escolares

Dispostos a radicalizar o som da banda, os guitarristas Smith e Kramer começam a abusar das distorções e microfonias. Em 1965, duas substituições: Michael Davis assume o baixo e Dennis Thompson a bateria.
Esse som mais agressivo faz o MC5 atingir um público maior, ávido por suas memoráveis apresentações ao vivo. John Sinclair, ativista político e fundador do movimento socialista antirracista White Panther, gostou da banda e se tornou seu empresário em 1967.
Em 1967 lançam seu primeiro single I Can Only Give You Everything.
Da gravação de uma apresentação bombástica, em 1968, no Big Ballroom de Detroit nasceu o primeiro álbum: “Kick Out the Jams” que foi lançado em 1969.

As letras misturavam idéias revolucionárias e palavrões, o que levou o MC5 a ter sérios problemas com a polícia e a censura. A gravadora assustada tentava contornar e segurar a onda ensandecida da banda.
Numa nova gravadora em 1970, a Atlantic que exigiu que a turma se controlasse, lançaram mais dois álbuns: “Back in the USA”, de 1970 e “High Time”, de 1971. Nesse meio tempo John Sinclair foi preso por oferecer maconha a um policial.
A falta de um sucesso comercial consistente levou à dissolução do grupo em 1972.
O LEGADO
Alçado a condição de grupo cult, e adorado por bandas de punk, hard, grunge, etc. que se dizem influenciadas por eles, o MC5 deixou uma marca profunda e indelével na história do rock.

CURIOSIDADES
A gravadora modificou uma frase da música Kick Out the Jams que dizia: “Kick Out The Jams, Mother Fuckers!” para “Kick Out The Jams, Brothers and Sisters”.
John Lennon gravou a música John Sinclair, no album “Sometimes in New Your City”, num apelo à liberação de Sinclair, que havia sido condenado a 10 anos de prisão pelo episódio da maconha.
MÚSICAS
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Na onda do Acústico
Messias Reis
Outro dia, assistindo a um DVD acústico, ouvi o guitarrista dizer que uma música acústica nada mais é do que fazê-la voltar à origem de sua criação. Segundo ele, a criação de uma música é feita basicamente com um violão e voz, sem toda aquela arrumação com baixo, bateria e tudo mais.
Esta onda de acústico teve uma explosão há algum tempo atrás, fazendo renascer algumas bandas e decretando o fim de outras, mas sua criação é bem antiga, mais precisamente em 1968, com Elvis Presley, para a rede de televisão NBC.
O precursor no Brasil foi Marcelo Nova, gravando seu acústico em 1990, mas o primeiro programa oficial foi feito pelo Barão Vermelho, no ano de 1991, e lançado em 2007.
Recentemente, o acústico foi responsável por trazer algumas bandas e artistas que estavam no limbo. Alguns conseguiram ficar um tempo na mídia, mas depois caíram no esquecimento novamente. Outras já conseguiram sobreviver pós-acústico, e acho que foi a carta na manga.
Particularmente, eu gosto de música acústica. O bom do acústico, é que o artista tem que realmente mostrar que tem voz, pois durante um show ou mesmo durante a gravação em estúdio, fica fácil enganar com tanta tecnologia disponível.
Os caras do Nirvana fizeram um acústico, que apesar do Kurt Cobain estar no seu estado Nirvana de ser, foi um bom show, com músicas próprias e algumas cópias.
Maroon 5 também venderam bem com a onda do acústico. Acho que muita gente ficou conhecendo a banda através deste trabalho.
The Cranberries, com a voz de Dolores, não deixou nada a desejar. O legal deste DVD é que as músicas são fáceis de tocar e assim qualquer leigo como eu consegue enganar no violão.
Existem vários que fizeram do mesmo jeito, como Alanis Morissette, Scorpions, entre outros.
Nacionalmente falando, tivemos nossa onda também. Capital Inicial, tirando a camisa vinho do Dinho, o show é legal. Titãs, Kid Abelha, Nenhum de Nós, Ultraje a Rigor (esse ficou muito bom), Engenheiros do Hawaii, Cássia Eller (outro muito bom), Legião Urbana, Raimundos, Ira! e muitos outros também embarcaram nessa.
Infelizmente, alguns fizeram e desapareceram do mapa, ou por motivo de briga ou por crenças religiosas.
O legal de um CD ou DVD acústico, é que se pode ouvir todos os sucessos que fizeram parte de uma carreira ao longo dos anos.
O fato é que todas as bandas citadas e outras que não citei, mas fiquem à vontade para fazê-lo, conseguiram deixar sua marca, mostrando que conseguiam tocar sem toda aquela parafernália que os acompanham durante os shows elétricos.
Fico pensando como seria um show acústico de alguns cantores e cantoras que existem por aí. Melhor nem pensar.
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Disco Nota 11: Vivendo e não Aprendendo - Ira!
Paulo Fernandes
DO PUNK AO MOD
O ano de 1986 foi para mim um ano de grandes descobertas, uma delas foi o Ira!, graças ao seu segundo álbum “Vivendo e Não Aprendendo”, lançado naquele mesmo ano e que tinha, entre outras excelentes músicas, o hino Envelheço na Cidade. Durante o restante daquela década, o Ira! foi a minha banda de rock nacional predileta.
O Ira! nasceu em 1981 do encontro do guitarrista Edgard Scandurra com o vocalista Marcos Valadão, o“Nasi”. Era uma época em que a cena punk paulistana estava bem animada, e foi essa a linha seguida nos primórdios do grupo. Acontece que Edgard era fã de Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Who e Jam, e um virtuose da guitarra.
Esse amálgama de paixões e influências iria refletir no som da banda e no seu primeiro álbum em 1985. O título “Mudança de Comportamento” diz muito sobre seu conteúdo: uma releitura do mod de bandas inglesas dos anos 60 como The Who e Kinks, e como seu contemporâneo The Jam. E isso temperado com ótimos riffs de guitarra de Scandurra e os vocais raivosos de Nasi.
Esse disco vendeu pouco, apesar de grandes canções como: N.B. Núcleo Base, Longe de Tudo, Mudança de Comportamento e Coração.

A banda nessa época, após alguma rotatividade no baixo e na bateria, encontrou sua formação definitiva com, além de Edgard e Nasi, Ricardo “Gaspa” Gasparini (baixo) e André Jung (bateria).
VIVENDO E NÃO APRENDENDO
Para seu segundo álbum o Ira! queria aprofundar e evoluir a estética mod e pós-punk. Parece que não foi fácil, e surgiram desavenças entre o grupo e a produção da gravadora. Fatos que contribuíram para “marcar” os integrantes do Ira! como difíceis e radicais.
Apesar dessas querelas, o resultado é, sem sombra de dúvida, um dos melhores discos do rock nacional de todos os tempos.
Começando com a ótima Envelheço na Cidade, com seus riffs de guitarra espetaculares, o disco mostra a energia da banda em tributo aos seus ídolos. E há lugar para experimentações como Vitrine Viva, que mistura rock pesado com funk, e Flores em Você, com seu arranjo de cordas claramente inspirado em Eleanor Rigby dos Beatles. Flores em Você, incluída com abertura de novela da Globo no ano seguinte, se transformou num dos maiores sucessos do Ira! e turbinou as vendas do álbum.
Encerrando o disco, vibrantes versões ao vivo de duas músicas do passado punk da banda: Gritos na Multidão e Pobre Paulista.
FAIXAS
Todas as faixas compostas por Edgard Scandurra, exceto as anotadas.Lado A
1. Envelheço na Cidade
2. Casa de Papel
3. Dias de Luta
4. Tanto Quanto Eu (Gasparini, Scandurra)
5. Vitrine Viva (Luis Arnaldo Braga, Scandurra)Lado B
1. Flores em Você
2. Quinze Anos (Gasparini, Scandurra)
3. Nas Ruas
4. Gritos na Multidão
5. Pobre Paulista
MÚSICAS
Infelizmente não consegui vídeos com boa qualidade de som, com todas as gravações originais do disco. O jeito foi improvisar e colocar o que encontrei.
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Eagles e o disco Hotel California
José Maurício

HOTEL CALIFORNIA
Este foi umdos primeiros LPs que comprei, já em 1977, para ouvir em uma recém adquirida vitrola PHILIPS, cuja tampa (única, infelizmente) era a caixa de som. A escolha desse disco dentre tantos desejados e tão escassos recursos disponíveis, deu-se pelo solo final da música título. Como a música durava mais de 6 minutos (6:30, na verdade), as emissoras de rádio “cortavam” o solo através de um “fade out” (abaixando lentamente o volume) para que ela acabasse mais rápido. Raramente eu ouvia aquele solo de duas guitarras que tanto me chamava a atenção até o final. Então decidi comprar o “Hotel Califórnia”.

Bom, fato é que, com não mais que quatro lps e alguns compactos pra ouvir, experimentei uma overdose de Eagles em seu quinto album (ou sexto se consideramos a coletânea “Their Greatest Hits”).
“Hotel California”, ainda que não totalmente, é um disco temático. Retrata o hedonismo (doutrina filosófica que proclama o prazer como fim supremo da vida) californiano após o fim da era hippie, baseado na vida que cada membro do grupo levava.
A faixa título abre o lado A com uma introdução no braço superior (o de 12 cordas) da gibson de Don Felder com capotraste no sétimo traste desfilando uma sequencia fantástica de acordes que se seguiria por toda música (exceto no refrão). A letra é um enigma interpretado através de várias teorias (consumo de cocaína, culto a Satã, desilusão com a indústria do disco e até crise da meia idade). Talvez esse excesso de interpretações seja o segredo do sucesso da música. O Hotel California já foi identificado como um templo satanista, mansão de um seguidor do “coisa ruim” e até um sanatório.

Na realidade a foto da capa refere-se ao Beverly Hills Hotel na Califórnia (9641 Sunset Blvd, Beverly Hills, CA, 90210), um “hotelzinho” de quatro pavimentos e 208 quartos. O solo final (razão da compra do disco) é um caso a parte. Pode-se cantarolar toda a melodia do solo mesmo sem haver letra.A entrada de Joe Walsh no lugar de Bernie Leadon (ex The Flying Burrito Brothers) deu uma pegada hard nas guitarras do Eagles (inclusive na de Don Felder). O duelo final dessas guitarras é antológico e faz parte dos dez melhores solos de rock de todos os tempos em qualquer lista.
New Kid in Town, uma balada country ao estilo “Eagles” vem em seguida com belos arranjos vocais e uma das guitarras escondidas no canal direito (veja curiosidades).
Life in the Fast Lane possui um magnífico riff do recém chegado à banda, Joe Walsh (ex James Gang) contando a história de um casal vivendo perigosamente nas noites californianas. A “conversa” entre as guitarras merece uma segunda audição com atenção plena dedicada aos guitarristas.

Walsh deixa a guitarra por um orgão, acompanhando Glenn Frey ao piano para que Don Henley lamente o tempo perdido com um relacionamento (crise de meia idade?) em Wasted Time.
Wasted Time (reprise), um arranjo de cordas de Jim Ed, abre o lado B como uma introdução ao solo inicial de Victim of Love. Com seus um minuto e vinte e dois segundos, talvez essa seja a faixa que eu mais tenha gravado em fitas K7, pois quando não cabia uma música inteira eu voltava a fita e gravava Wasted Time...
Tida por muitos a menos importante do disco, Victim of Love é uma de minhas preferidas. A causa provável do meu gosto são as guitarras: Walsh (slide guitar) e Felder (lead guitar) estão impecáveis. O solo da introdução, feito por Don Felder, também merece destaque. O tema continua o mesmo, questionamento sobre tipos de relacionamentos amorosos.

Don Felder
Pretty Maids All in a Row, se integra ao tema da crise de meia idade pela pergunta “and why must we grow up so fast?” (e por que temos que crescer tão depressa?), mas tanto quanto Try and Love Again, continuam questionando os amores através do tempo.
Last Resort traz de volta o Eagles de “Desperado” (segundo disco, 1973) narrando a marcha para o oeste e a destruição de comunidades indígenas em nome de Deus “they even brought a neon sign ‘Jesus is coming’...“ (trouxeram um letreiro de neon ‘Jesus está vindo’). Uma bela canção.
CURIOSIDADES
No final de 1994, a MTV tentou promover um programa UNPLUGGED (acústico) marcando a volta do Eagles. Além de muito dinheiro, cada integrante da banda fez suas exigências mirabolantes (até orquestra com 105 músicos), mas Joe Walsh exagerou: quero tocar guitarra, disse ele. Como resultado temos a primeira parte acústica e o final elétrico. Sem poder usar o título UNPLUGGED MTV, o show e o disco foram chamados “Hell Freezes Over” como uma referência à citação de Don Henley quando da separação da banda de que só se reuniriam novamente "quando o inferno congelasse".

Alguns anos depois, quando minha avó comprou outra vitrola PHILIPS com duas tampas (agora stereo) “descobri” a outra guitarra de New Kid in Town “escondida” no canal direito após cada verso em:
There's talk on the street, it's there to remind you
That it doesn't really matter which side you're on
You're walking away and they're talking behind you
They will never forget you till somebody new comes along
No início da internet (discada, é claro) mandei um e-mail para a radio Antena 1 solicitando que não tocasse mais a música Year of the Cat (de Al Stewart) se tivesse que acabá-la no meio do solo. Eles passaram a tocar toda a música!
Segundo o guitarrista Luiz Carlini (autor do solo de Ovelha Negra), um solo é bom se você se lembra da melodia: “Certa vez, num hotel em Belém do Pará, uma moça, índia, entrou para limpar o quarto assobiando o solo. Fiquei me perguntando como tinha conseguido atingir aquela pessoa, tão distante e de cultura tão diferente. Estava descobrindo o poder da música”.
MÚSICAS
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Disco Nota 11: Ziggy Stardust - David Bowie
Paulo Fernandes

CINCO ANOS PARA O FIM
Era uma vez um alienígena que chega à Terra para avisar aos humanos que o planeta será destruído dentro de 5 anos. O tal E.T. adota o nome de Ziggy Stardust e sua missão é conscientizar a humanidade com uma mensagem de amor e de esperança, de tal forma a reverter o fim do planeta.
Para melhor executar sua missão, Ziggy se torna um ídolo do rock, um novo messias, acompanhado pelo grupo The Spiders from Mars. O problema é que Ziggy chega à Terra bem no auge do desbunde pós-hippie, não consegue escapar das tentações hedonistas da primeira metade da década de 1970, e cai na farra e nos excessos de sexo (com mulheres e homens), drogas (todas) e rock ‘n’ roll (o glam rock).
Como resultado de tanta orgia, Ziggy abandona seus propósitos iniciais e termina por suicidar-se.
ZIGGYMANIA
O álbum conceitual de título quilométrico: “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars” foi lançado em 1972 e trouxe um dos personagens mais marcantes criados por David Bowie, ele encarnava com tanta convicção a figura de Ziggy Stardust, que durante algum tempo suas identidades se confundiram.

O público do músico abraçou com tanto afinco o personagem, que se vestia e agia como Ziggy. Estava implantada a Ziggymania que deu um grande impulso a carreira de Bowie.
AS ARANHAS DE MARTE E A MÚSICA DE ZIGGY STARDUST
The Spiders from Mars, a banda que acompanhou Bowie/Ziggy na gravação do disco e nas turnês subseqüentes era formada por Mick Ronson (guitarra, teclados, vocais), Trevor Bolder (baixo) e Mick Woodmansey (bateria). A mesma turma que participou do álbum anterior “Hunky Dory”, de 1971.

O álbum abre um novo caminho para música de Bowie: num diálogo com o glam rock,“Ziggy Stardust” influencia e mostra direções, ao mesmo tempo que recebe influências de nomes como T. Rex, Velvet Underground e Stooges. Destaque para a guitarra eficientíssima de Mick Ronson.

Era Bowie como ponta de lança das tendências roqueiras, papel que ele desempenharia muito bem durante toda a década de 1970 e início da de 1980.
A HISTÓRIA, FAIXA A FAIXA, DE ZIGGY STARDUST

O texto a seguir, descrevendo o tema de cada canção, foi tirado de um excelente verbete em espanhol da Wikipedia: Ziggy Stardust
Five Years: Anuncia que a Terra está condenada à destruição em cinco anos devido ao esgotamento de seus recursos naturais.
Soul Love: Referências a vários tipos de amor.
Moonage Daydream: Ziggy se apresenta como um invasor espacial que quer salvar o mundo transformando-se em uma “rock'n'roll bitch”.
Starman: Mostra como o extraterrestre se conecta com os jovens pelo rádio para anunciar a salvação, apesar do mundo não estar preparado para sua mensagem. Segundo Bowie, está cheia de mentiras que Ziggy escreveu para que os terráqueos o seguissem.
It Ain't Easy: Uma composição do músico de blues Ron Davies mostrando as dificuldades que existem no caminho para o estrelato.

"E.T phone home'
Lady Stardust: Ziggy começa a se travestir no palco provocando a admiração do público.
Star: Manifestação do desejo de Ziggy em ser una estrela do rock.
Hang On to Yourself: Ziggy e os Spiders from Mars estão no auge do sucesso e têm a seus pés muitos admiradores que querem fazer sexo com eles. Riff de guitarra à Eddie Cochran.
Ziggy Stardust: De ego inflado, Ziggy começa seu processo de decadência e decide dissolver a banda,The Spiders from Mars.
Suffragette City: Após a ruptura com seu grupo, Ziggy deixa de lado seus propósitos e sua vida anterior. Agora só lhe interessa o sexo e as drogas.
Rock'n'Roll Suicide: O suicídio de Ziggy e o fim da história.
FAIXAS
Todas as músicas compostas por David Bowie, exceto a indicada.
Lado A
1. Five Years
2. Soul Love
3. Moonage Daydream
4. Starman
5. It Ain't Easy (Ron Davies)
Lado B
1. Lady Stardust
2. Star
3.Hang on to Yourself
4. Ziggy Stardust
5. SuffragetteCity
6. Rock 'n' Roll Suicide
MÚSICAS
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