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Muse: Marcianos e Sinfonias
Postado em 23/01/2012

Paulo Fernandes

 



DE NOVO UMA BELA CAPA

Não me lembro muito bem quando foi que ouvi falar do Muse, acho que eu estava fuçando em algum site sobre rock progressivo, logo depois disso fiquei sabendo que eles se apresentariam em Brasília, isso foi em 2008.  Mas me interessei mesmo em ouvir sua música ao ver a capa de “Black Holes and Revelations”, de 2006, quarto disco da banda: outro trabalho primoroso do fotógrafo Storm Thogerson, colaborador frequente do Pink Floyd. Comprei o disco pela capa, e não me arrependi.
 

 

 


INSPIRADOS PELAS MUSAS

Matthew Bellamy (guitarra, vocais e piano), Dominic Howard (bateria), Christopher Wolstenholme (baixo e teclados) começaram a tocar juntos no início da década de 1990 na pequena cidade de Teignmouth, no sudoeste da Inglaterra. Nasceram como um grupo de rock alternativo.
 

 

 

Em 1999, após 2 EPs, lançaram o primeiro álbum “Showbiz”, apesar das comparações com o Radiohead o disco foi bem recebido pela crítica. O sucesso de crítica, e de público, continua com “Origin of Simmetry”, de 2001.

O terceiro álbum, “Absolution”, de 2003, é responsável por tornar a banda conhecida nos EUA. Detalhe: a capa também foi criada por Storm Thogerson.
 

 

 

Nota-se um processo de sofisticação do som do Muse a medida que seus discos vão sendo lançados. Mais teclados vão sendo incorporados, instrumentos de orquestra, esmero na produção. Luxos que aproximam o seu som ao rock progressivo, ao rock sinfônico e ao space-rock.


REVELAÇÕES E BURACOS NEGROS

Quatro sujeitos com roupas esquisitas e nenhum cabelo, em volta de uma mesa sobre a superfície de Marte. Ao fundo no firmamento marciano pode-se notar os contornos da Terra e da Lua.

Com letras que falavam de alienígenas, uma obsessão do letrista Bellamy, cutucadas na política, e amor, “Black Holes and Revelations” foi um sucesso e alçou a banda ao superestrelato. A música Supermassive Black Hole, um funk rock ao estilo de Sly and Family Stone, fez parte da trilha sonora do primeiro filme da série “Crepúsculo”, o que ajudou a aumentar o público adolescente do Muse. A minha filha Gabriela quis ouvir o disco depois de assistir ao filme.
 

 

SINFONIA ROCK

Em 2009 o Muse lança seu quinto e mais ambicioso álbum: “The Resistance”. O disco promove um estreitamento ainda maior entre o rock e a música clássica, incluindo um trecho de um Noturno de Chopin e uma música, Exogenesis Symphony de 13 minutos, dividida em 3 partes.
 

 

 

 

Os críticos se dividem e o público, incluindo eu, adora.


SONS TERRENOS E SONS DO ESPAÇO

Desde que escutei o Muse pela primeira vez, a cada nova música fico procurando suas influências e homenagens. Às vezes parece que estou ouvindo Bono cantando Bohemian Rhapsody do Queen, acompanhado por uma orquestra de câmara com sintetizadores. Essa influências e coincidências tornam saboroso o som do Muse, e o apelo popular é acompanhado de sofisticação e erudição.
 
 

MÚSICAS
 

 

 

Clique na imagem para ouvir e ver:


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