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Disco Nota 11: Tattoo You - Rolling Stones
Paulo Fernandes
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DEIXA ROLAR
Se considerarmos os álbuns lançados pelos Rolling Stones na década de 1970, após “Exile on Main Street”, de 1972, seria de se esperar uma entrada morna na década de 1980, com mais do mesmo. O primeiro álbum da década, “Emotional Rescue”, de 1980, não me empolgou muito.
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Porém quando Start Me Up começou a tocar no rádio foi o prenúncio de algo especial no ar. Numa das minhas visitas ao Bazar Paulistinha, lá estava o álbum “Tattoo You” numa chamativa capa vermelha. Estávamos em 1981.
O álbum abre justamente com uma das músicas mais conhecidas dos Stones, e presença constante nos shows desde então: Start me Up, e segue firme em rocks vibrantes até o final do lado A - Hang Fire, Little T&A, Black Limousine e Neighbours – passando por um R&B funkeado da pesada: Slave, primeira das três faixas do disco que conta com a presença especialíssima do saxofonista Sonny Rollins.
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Que bom, os caras ainda conseguiam tirar o limo das pedras e fazê-las rolar.
O LADO BALADEIRO DOS STONES
O álbum é claramente dividido em 2 momentos climáticos distintos: O lado A roqueiro e festivo e o lado B só de baladas e tranqüilo. Mas não são aquelas baladinhas insossas para “encher-linguiça”, são músicas super inspiradas e bem construídas, com destaques para Tops, Heaven e, encerrando o álbum, Waiting on a Friend, onde mais uma vez o sax de Sonny Rollins dá um brilho marcante à música stoneana.
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A ÚLTIMA GRANDE PEDRADA
Parece estranho pensar que um álbum perfeito, onde nenhuma música é descartável, foi montado, em sua maior parte, com sobras de gravações de álbuns anteriores, que foram retrabalhadas.
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O surpreendente “Tattoo You” foi um sucesso estrondoso de crítica e público, algo que foi difícil para a banda conseguir novamente em seus álbuns posteriores. Em minha opinião a última grande pedrada fonográfica de um grupo que completou 50 anos de existência neste ano de 2013.
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The Glimmer Twins (Jagger e Richards) - Frente e verso da capa de "Tattoo You"
FAIXAS
Todas as músicas compostas por Jagger eRichards, exceto as indicadas.
Lado A
1) Start Me Up
2) Hang Fire
3) Slave
4) Little T&A
5) Black Limousine (Jagger / Richards / Wood)
6) Neighbours
Lado B
1) Worried About You
2) Tops
3) Heaven
4) No Use in Crying (Jagger / Richards / Wood)
5) Waiting on a Friend
MÚSICAS
“Tattoo You” rendeu vídeo clipes para cinco de suas faixas, que parecem ter sido feitos numa mesma sessão de filmagens, dado o tom minimalista, divertido e debochado que está presente em todos eles.
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UFO em Goiânia: Um OVNI na Terra da Pecuária
Alanzera

Minha mãe é portadora de leucemia. Mais precisamente do tipo mielomonocítica crônica, um tipo raro. Isso tem tomado conta dos meus pensamentos diuturnamente há cerca de 2 meses, desde quando a doença foi diagnosticada. Ontem, por cerca de duas horas, eu esqueci da doença de minha mãe. A razão disso foi o show do UFO, banda inglesa que retornou a Goiânia após 3 anos.
O primeiro show, em 27 de maio de 2010, eu assisti na companhia do Paulo Afonso, e de lambuja encontrei o poeta Mario Zeidler e sua então esposa, chapadíssimos, como pede um bom show de hard rock setentista.

No show de ontem os parceiros eram os Fábios (Lara e Finotti). O relógio marcava cerca de 23h30 quando as pernas do vocalista Phil Mogg começaram a aparecer sob as cortinas do Bolshoi Pub. Sempre carismático, ele conquistou a platéia imediatamente, dizendo que as cortinas subiam lentamente, como um bom striptease deve ser.

Fábio Lara e Alan
E mesmo que Phil não tivesse soltado esse gracejo, duvido que os cerca de 400 presentes (cálculo otimista meu) não seriam conquistados após os primeiros acordes de Lights Out, música que abriu o show. Pena que Goiânia não é um nome fácil de se pronunciar, senão acredito que ouviríamos o famoso refrão “Lights out, lights out in London” ser adaptado para “Lights out, lights out in Goiânia”, tal qual foi eternizado em um show de Chicago, posteriomente lançado em disco.
Detalhes à parte, enquanto o guitar hero Vinnie Moore fazia suas acrobacias na guitarra, o discreto e competente Paul Raymond, com seu penteado à la Xororó, dividia-se entre os teclados e a guitarra base. O baterista Andy Parker, tocando muuuuuito pesado para um senhor de 61 anos, e o andrógino baixista Rob de Luca completavam a cozinha.

O show transcorreu sem maiores imprevistos, a não ser por uma luz que vinha da platéia superior e estava incomodando Phil, o que imediatamente foi resolvido por um membro da produção, e do amplificador Marshall da guitarra de Vinnie Moore, que misteriosamente deixou de funcionar no meio do show. Seria culpa da rede confiabilíssima da CELG? Quero crer que não. Em todo caso, eles dispunham de um amplificador reserva!!!!!
Não tenho muitas lembranças do show de 2010, mas tenho certeza que os clássicos da banda estavam presentes tanto naquele show quanto neste de 2013. Além da já citada Lights Out, o repertório regular de pedradas foi composto por Mother Mary, Cherry, Let It Roll, Only You Can Rock Me, Too Hot to Handle e Rock Bottom (com seu solo de guitarra interminável). Bati cabeça em todas!

Alan e Fábio Finotti
Por falar em bater cabeça, outro dia o Paulo disse que balada de rock boa tem de ser pesada. Lembrei disso na hora em que eles tocaram Love to Love. Impossível não headbangear nessa música. Enquanto os casais se abraçavam e se beijavam, eu entrava em transe. Vai entender...
Se alguém sentiu falta de Doctor Doctor no 7list acima, explico: ela foi tocada no bis, juntamente com Shoot Shoot. E assim, com essa dobradinha de sucessos, o UFO encerrou o show em Goiânia.

Os Fábios e Jimi Hendrix
Pela reação da platéia, acredito que os sortudos que presenciaram o show saíram mais do que satisfeitos. Já eu comprovei na prática um dos vários efeitos benéficos que o rock proporciona, que é esquecer os nossos problemas. Nem que seja por uma noite. Nem que seja por duas horas.
MÚSICAS
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The Stone Roses: De Volta para o Futuro
Paulo Fernandes

A LOUCA MANCHESTER
A cidade industrial inglesa de Manchester foi berço de um instigante movimento roqueiro, isto entre o final da década de 1980 e início da de 1990, que ficou conhecido pelo nome de Madchester.

O resultado da mistura do rock alternativo (tão em voga na cidade desde o aparecimento de bandas como The Smiths) com a psicodelia e a dance music fez a fama do Happy Mondays e do Stone Roses.
A FESTA NUNCA TERMINA
Fato de fundamental importância para o florescimento do Madchester foi o clube noturno Haçienda, que teve o suporte financeiro de outro grupo importante de Manchester: o New Order.

Fachada do clube Haçienda
O Haçienda foi o principal palco para as bandas locais e ficou famoso por suas longas festas, que anteciparam a cultura das raves da década de 1990. O clube funcionou entre 1982 e 1997. Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre essa história recomendo o filme "A Festa nunca Termina" (24 hour Party People) que é centrado na figura de Tony Wilson, nome ligado ao Haçienda e, outro ícone da cena musical de Manchester, à gravadora independente Factory.
AS ROSAS DE PEDRA
O Stone Roses começou sua festa musical em 1983, mas o primeiro álbum, “The Stone Roses”, só foi lançado em 1989 e teve uma calorosa e aclamada recepção, tanto por parte do público quanto da crítica. O segundo (e até agora, último) álbum só saiu em 1994, após disputas entre gravadoras pelo passe da banda.

Após a saída de alguns de seus membros, o Stone Roses encerrou suas atividades em 1996, porém se reagrupou em 2011 e, inclusive, tocou no Festival Coachella deste ano. Aguarda-se possível lançamento de novo álbum, ainda sem data definida.

Em seu auge o grupo tinha como integrantes: Ian Brown (vocais), John Squire (guitarra), Gary "Mani" Mounfield (baixo) e Alan "Reni" Wren (bateria).

Conseguimos perceber referências ao melhor do pop e do rock britânicos dos anos 1960. Cabe destacar a guitarra perfeita e segura de Squire a guiar a música do grupo em seus passeios e devaneios. Minhas músicas preferidas são Made of Stone, com seu clima sessentista, e a cheia de variações I Am The Resurrection.

O som dançante com guitarras roqueiras pode até parecer batido hoje em dia, mas não era assim no final da década de 1980 quando o Stone Roses despontou. A curta carreira discográfica da banda pode ter prejudicado seu reconhecimento além das fronteiras britânicas (mais especificamente na Terra Brasilis), mas nunca é tarde para apreciar um som original e interessantíssimo e o Rockontro cumpre aqui seu papel de divulgador das boas coisas do rock.
MÚSICAS
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Paul McCartney: Noite da Esperança... e Realização
José Maurício
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MILAGRES ACONTECEM II
“Boa noite, goianos”. Assim recebemos as boas vindas de Paul a seu show. Sem dúvida o maior espetáculo disponível hoje no planeta. Pura emoção, coisa que não tem preço. Penso em todos que não foram ou que não compreendem essa emoção. É passar pela vida sem viver.
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(Fonte: O Popular)
Tivemos que esperar mais tempo na fila, pois contratempos em Belo Horizonte atrasaram a chegada de McCartney à Goiânia e, também, a passagem de som prevista para 17h. Com isso, quando os portões foram abertos eram quase 19h e, como ainda havia muita gente do lado de fora, o show foi atrasado em 33 minutos.
Mas começou, e em grande estilo. Eight Days a Week (que foi cantada ao vivo em 1965 pelos Beatles) abriu, seguindo Junior´s Farm (lançada em compacto e disponível em LP no “Wings Greatest” de 1978, talvez a menos conhecida do público brasileiro, ao lado de Listen to What the Man Said) e animando de vez o estádio com All My Loving.
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(Fonte: O Popular)
Depois de Listen to What the Man Said, Paul troca o baixo por uma guitarra Gibson para começar a homenagem ao disco “Band on the Run” (que completa 40 anos) com Let me Roll It. Paperback Writer (que já fazia parte do repertório no show do Pacaembu em 1993) precede My Valentine escrita para sua atual esposa Nancy Shevell, conforme ele mesmo anunciou, já no piano Yamaha. Voltando ao álbum “Band on the Run”, Sir Paul toca Nineteen Hundred and Eighty Five seguida por Long and Winding Road para chegar ao ápice com Maybe I’m Amazed (dedicada a Linda, sua primeira esposa).
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(Fonte: O Popular)
De volta à parte baixa do palco, com um violão, Paul toca Hope of Deliverance e We Can Work It out (com arranjo do disco “Unplugged”). Trocando de violão, agora um de 12 cordas, Mr. McCartney nos leva a 1971: é a vez de Another Day. Continuando a parte acústica temos And I love Her, Blackbird e a homenagem a John Lennon com Here Today.
Mas Paul McCartney não é só baladeiro (compositor de baladas, não amigo da noite) e ele sobe ao outro piano (o psicodélico, pintado por Dudley Edwards) para Your Mother Should Know (do “Magical Mystery Tour”), Lady Madonna e All Together Now (dedicada às crianças). Voltamos ao violão e ao “Band on the Run” (ô disco bão, sô) com Mrs Vanderbilt (todo mundo pulou) e depois Eleanor Rigby dos Beatles.
A nata anapolina
Being for the Benefit of Mr. Kite foi uma aula de psicodelia, via-se o circo todo: dos acrobatas até o cavalo Henry dançando a valsa. Literalmente um show. Empunhado um ukulele Paul faz sua homenagem a George Harrison com Something e usa Ob-la-di Ob-la-da para preparar o público para Band on the Run (o rock). A emoção foi tanta que Hi Hi Hi foi atropelada em seu começo apenas para provar que era ao vivo, então veio Back in the USSR.
De volta ao piano Yamaha, com Harold (o inseto esperança, que muitos confundiram com gafanhoto ou louva-deus) devidamente apresentado por Paul, é hora de Let It Be (com direito aos efeitos luminosos da plateia com celulares, câmeras e até isqueiro). Então vem a melhor performance ao vivo de Live and Let Die que vi (comparadas às ótimas apresentações do Maracanã – 1990 e Pacaembu – 1993). A sequência termina com Hey Jude cantada pelos homens e mulheres intercalados sob a ordem de Sir Paul. Ele deixa o palco e o estádio inteiro canta o “na na na na”, pedindo sua volta.
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(Fonte: O Popular)
O primeiro bis foi composto por Day Tripper, Lovely Rita e Get Back. Ele ainda voltou para cantar Yesterday e arrebentar (não achei palavra melhor) com Helter Skelter (que pique!) uma aula de rock pauleira.
O show foi encerrado com a sensacional sequencia final do álbum “Abbey Road” (último disco gravado pelos Beatles): Golden Slumbers, Carry that Weight e The End.
Zé Maurício e Cida
Minha impressão não deve contar muito, mas o melhor momento do show foram as três primeiras horas depois das 9h33. Tive além de tudo uma satisfação de presentear a esposa e os filhos com um dos melhores momentos de suas vidas.
Espero que tenham, lendo, a emoção da lembrança que tive enquanto escrevia.
DETALHES
1) Não sei se alguém notou, mas, enquanto Paul cantava Hey Jude, ele virou-se para Harold (a esperança que estava em seu ombro) enquanto cantava as palavras “the movement you need is on your shoulder” e acrescentou “it certainly is now”.
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Paul cheio de esperanças
2) Quando tinha 13 anos, passei um mês juntando dinheiro para comprar um compacto simples (pesquisem o que é isso no Google). Ao chegar à Discolar (nome da loja que vendia discos) estava tocando Live and Let Die. Abandonei meu projeto anterior e comprei o dito cujo.
3) Ana Flávia chorou o show inteiro.
4) Joelma chegou cansada e saiu descansada.
5) Robson disse: três coisas não voltam – a palavra dita, a flecha lançada e a oportunidade perdida. Quem viu, viu.
6) A Flávia e o Marcelo ouviram junto comigo um cara falar palavrão do começo ao fim do show, até dizer que podia morrer que estava feliz. Quase concretizamos seu sonho.
7) Vandir dançou (literalmente).
8) Victor queimou o pescoço com o isqueiro.
9) Wesley e família não esquecerão.
10) Acho que o Humberto e o Argemiro perderam o show.
11) O Paulo Afonso chegou desanimado e saiu extasiado, a ponto de rever seus conceitos sobre shows em grandes espaços.
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Alan*, Paulo*, Iulliane, Fábio* e Denny (* 3/4 do Rockontro)
12) Quando Paul tocou Foxy Lady, Paulo Afonso disse à Carolina: “Tô pensando no Zé Maurício e em como ele vai fazer para dizer que não gosta de Jimi Hendrix”.
13) O Fernando achou Being for the benefit of Mr. Kite! o ponto alto do show.
14) O Márley voltou pra Anápolis de mototaxi!
GALERIA ENTOMOLÓGICA

Esperança (Harold)

Gafanhoto

Grilo

Louva-a-deus
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Disco Nota 11: Screaming for Vengeance - Judas Priest
Paulo Fernandes

PICKPOCKET
Sim, é isso mesmo! Você não leu errado o nome do autor deste artigo. E esse é o segundo (se contarmos o do “Blackout” dos Scorpions), e muito provavelmente o último, artigo que escrevo aqui sobre uma banda de heavy metal. Claro que não é sobre um disco qualquer de uma banda qualquer, mas sim a bíblia do heavy metal responsável, para o bem ou para mal, por definir todas as estruturas básicas do gênero. Falando mais a minha língua: um disco de rock muito bom, cheio de ideias e que não me cansa como a maioria de outras bandas “clássicas” do metal em geral.

Meu primeiro contato com a música do Judas Priest, por volta de 1984, exatamente com este “Screaming for Vengeance”, que escutei, em casa, num disco de um amigo de um amigo. A propósito achei estranho que a capa desse exemplar estava com marcas de dobras. Depois fiquei sabendo que o sujeito havia furtado o disco de uma loja colocando o vinil dentro de outro álbum (que ele pagou). A capa ele dobrou e colocou por dentro da roupa.
Mas deixemos os detalhes criminosos de lado, nessa época uma notícia chamara-me a atenção: o Judas Priest era o grupo de rock favorito dos japoneses. Ouvi o disco e gostei muito. O dono até quis me vender por um preço módico, mas não eu recusei (confesso que não pela forma pela qual ele o obteve e sim pela capa que ficou bastante danificada com as dobras).
VETERANOS DO METAL
O que eu não sabia era que o Judas Priest já era uma banda veterana, nascida em 1969 na cidade inglesa de Birminham, e este, de 1982, era seu oitavo álbum lançado.

O que me faz gostar do Judas Priest é exatamente o que faz deste disco um Nota 11: peso com qualidade melódica. A voz estridente de Rob Halford é super afinada e teatral, mas sem enjoar; as guitarras complementares de K.K. Downing e Glen Tipton são matadoras. Completam esse time bem entrosado: Ian Hill no baixo e Dave Holland na bateria.

O Judas Priest é pioneiro na estética metaleira surgida em meados da década de 1970 e que iria florescer na próxima década: seja nas roupas que abusavam de couro preto e adereços metálicos, seja na atitude de violência latente e ira mal contida. Mas é na estética musical que o Judas Priest deixou seu nome na história do rock: à união de peso, velocidade, temas violentos soma-se, aquilo que separou o heavy metal do hard rock, a supressão da influência do blues (tão presente na música de grupos como o Led Zeppelin e o Deep Purple).
GRITANDO POR VINGANÇA
Com todos esses antecedentes, podemos dizer que “Screaming for Vengeance” é um clássico definitivo.

São 10 faixas de altíssima qualidade, com destaque para os hinos Electric Eye e Screaming for Vengeance e, talvez a música mais conhecida do grupo (rivalizando com Breaking the Law do álbum British Steel) You’ve Got Another Thing Coming, música esta que quase ficou de fora do álbum.

Quando no ano passado eu comprei a edição comemorativa de 30 anos em vinil duplo amarelo, eu tive receio de, passado tanto tempo, não me emocionar mais com este álbum. O receio foi dissipado aos primeiros acordes de “The Hellion” e aumentei o volume de tal forma que devo ter incomodado os vizinhos, mas também havia um tecnobrega tocando na rua que foi totalmente abafado pelo peso do JP. Penso que fiz uma boa ação.

FAIXAS
Todas as faixas compostas por Halford, Downing e Tipton, exceto a indicada.
Lado A
1. The Hellion
2. Electric Eye
3. Riding on the Wind
4. Bloodstone
5. (Take These) Chains (Bob Halligan Jr.)
Lado B
1. Pain and Pleasure
2. Screaming for Vengeance
3. You’ve Got Another Thing Comin’
4. Fever
5. Devil's Child
MÚSICAS
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Scorpions: "Blackout"































